quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Mais aventuras de Tintin...

Segundo a revista de cinema Variety, uma da mais famosas de Hollywood, os diretores de cinema Steven Spielberg e Peter Jackson, vão levar o famoso personagem dos quadrinhos Tintin para as telas.
Tintin é um jovem repórter criado pelo belga Hergé(Georges Remi) em 1929. O repórter é um desses heróis, símbolo de coragem e generosidade. Seu criador deu-lhe personalidade de forma inteligente e colocou a seu lado amigos, personagens carismáticos e geralmente humorísticos.
A imprensa Hollywoodiana informou que existe um acordo para a produção de três filmes, onde cada diretor será responsável por um dos 3 longas, embora não tenha sido anunciado o terceiro diretor.
Jackson, que dirigiu a trilogia O senhor dos Anéis pretende usar sua equipe de efeitos especiais, Weta Digital, para levar o repórter para as telas em versão 3D.De acordo com a Variety, a equipe de Jackson já produziu um piloto de 20 minutos como demonstração.
Fãns dos quadrinhos de Tintin e de seus desenhos animados podem começar a sonhar! O repórter topetudo que animou a infância de várias gerações vai chegar as telinhas em breve! Mas enquanto esse dia não chega vale a pena conferir o desenho,que infelizmente saiu da programação da TV Cultura este ano.Nada que o Youtube não resolva!

Boa sorte, Tintin!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Homem de preto,qual sua missão?!?


Elite da tropa, do antropólogo Luiz Eduardo Soares e dos ex-integrantes do Bope, André Batista e Rodrigo Pimentel,apresenta um cenário ameaçador da segurança pública no Rio de Janeiro.
A primeira parte do livro apresenta um conjunto de 22 casos, que mostram o padrão violento da ação policial nas áreas pobres do Rio de Janeiro.
O Bope é apresentado como uma força de guerra. Por um lado existe a honra da corporação, que condena a corrupção, e por outro, há a valorização da violência como ferramenta policial. O polêmico grito de guerra dá o tom das ações dos “Homens de preto”.
A violência policial relatada vai de espancamentos, passando pela tortura, chegando até a execução de supostos delinqüentes.Interessante é o reconhecimento de que essas ações de extermínio provocaram o aumento da violência contra os policiais.
A segunda parte narra uma única história, onde novos personagens entram em cena relatando uma rede de corrupção e violência que envolve políticos, policiais, empresários e criminosos, além dos cidadãos comuns que acabam envolvidos.
O livro dá os detalhes da realidade problemática de que existe sim uma relação entre corrupção e violência.O diferencial da obra é que a denúncia partiu de policiais, diferente de outros livros do gênero, como Rota 66, de Caco Barcellos, onde a denuncia é feita pelo repórter.
O desejo dos autores é de que um dia aconteça uma “reconciliação” entre a sociedade e uma polícia que tem sua credibilidade desgastada. Enquanto isso não acontece, o cidadão comum fica como um mero espectador diminuído diante dos fatos.
Editora: Objetiva
Autores: Luiz Eduardo Soares, André Batista e Rodrigo Pimentel
Número de páginas: 312
Lançamento: 3/5/2006

Boa sorte, sociedade!

domingo, 25 de novembro de 2007

Presente, futuro e imaginação....

O Itaú Cultural expõe até fevereiro de 2008 o tema “futuro do presente”. São obras onde os artistas nos fazem refletir sobre o futuro e a observar cada coisa do nosso dia a dia, pois há conclusões e interpretações instigantes sobre o nosso futuro. A exposição aborda relações novas entre a vida, o futuro e a arte.
O “Falante”, por exemplo, é um vídeo onde o artista plástico Romano anda pelo centro da cidade de São Paulo com um alto-falante nas costas emitindo a frase: “Não, não... não preste atenção” O objetivo da arte é mostrar que quando você nega uma coisa, isso se torna mais atraente, ou seja, se você fala para uma pessoa não ler um texto, ela sentirá vontade de ler pela curiosidade. É como aquela famosa frase diz: Tudo que é proibido é mais gostoso.
Moby Dick é uma obra que aguça os sentidos.Imagine uma pessoa que admira música, seja qual for o estilo.Então essa pessoa depara-se com uma bateria monstruosa (no bom sentido, é claro) bem ali na sua frente. É tentador e a primeira coisa que viria à cabeça é de pegar um par de baquetas e brincar um pouco de ser musico. Ai esta o X da questão. A bateria não pode ser tocada. Isso serve para brincar com o nosso subconsciente, faz com que cada visitante imagine aquela bateria sendo usada de uma maneira diferente.A obra mostra a atração que os objetos, seja ele qual for, pode exercer sobre as pessoas. O nome foi inspirado no solo de bateria,de mesmo nome, da banda Led Zeppelin, mas pode também ser uma alusão a baleia Moby Dick, aquela que vivia sendo perseguida por uma marinheiro,mas que nunca era alcançada.
Outra obra que vale ressaltar é “Constelação”, de João Modé.Uma sala branca e alguns adesivos de vinil.O público é convidado a “decorar” a sala com os pequenos adesivos.Alguns dias de exposição já cobriram bem as paredes da sala que ganhou diversos desenhos, frases e colorido com os adesivos. Pode-se fazer uma analogia com o mundo atual, as mudanças drásticas que as pessoas causam, por menor que seja seu ato mexe com o delicado equilíbrio do mundo, muda e às vezes pra pior. Por isso é importante parar, pensar, se informar e tomar cuidado para preservar o meio ambiente e o mundo onde vivemos, afinal nós somos os habitantes, então nós devemos cuidar para que nosso mundo não seja destruído.

Boa sorte, futuro!

Tipos, que tipos MEU DEUS somos nós?


Quantas vezes você já se fez essa pergunta? Se nunca fez, trate de se preocupar, pois é a questão básica para o auto-conhecimento.
O espetáculo “Tipos”, que esteve em temporada no Teatro Dias Gomes, retrata cada estereotipo humano, como a histérica, o João ciumento, o chato, dentre outros. O musical é de Oswaldo Montenegro e a idéia surgiu do programa TIPOS que o cantor apresentava na TV Cultura, onde eram exploradas as diversas facetas do ser humano. Anos depois ele decidiu realizar a peça debatendo esse tema tão divertido.
O espetáculo trata as cenas de forma fria e verdadeira, o que acaba fazendo a platéia se identificar com os personagens. Alguns deixam escapar um “ai, é assim mesmo que acontece!”, ou então um “nossa, esse casal parece o meu namorado e eu, como somos ridículos!”.O tema é descontraído e sensível. Passando pelo humor e pela emoção o musical traça uma rota pelos diversos tipos que somos, que vemos, que conhecemos e de que ouvimos falar. Há cenas que nos dão lições de vida, outras fazem refletir à maneira que agimos e por que do mesmo. É um verdadeiro encontro com seu âmago, onde a música tema penetra em nossas cabeças e muitas vezes surge com a pergunta: Tipos, que tipos meu Deus somos nós?
Você já sabe o seu?
Boa sorte, ser humano!